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Os conservadores perderam o pudor

     Estão bem definidas nestas eleições, quais são, de fato, as verdadeiras intenções dos candidatos conservadores. O que este grupo representa, na verdade, são os interesses da elite dominante. Eles se posicionam de forma clara contra os trabalhadores e, sem o menor pudor, admitem isso logo no inicio do debate eleitoral. Estes senhores não se cansam de afrontar o movimento sindical dos trabalhadores, tanto da esfera pública, quanto da privada.

     O candidato do PSDB, Aécio Neves, em um encontro na Associação Comercial de São Paulo, em abril deste ano, afirmou a empresários que está disposto a “flexibilizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”. O tucano e seus aliados falam abertamente em alterar a legislação trabalhista em alguns setores da economia, como o turismo e o agronegócio, a fim, segundo ele, “de combater a informalidade”. Caso o candidato seja eleito – e pedimos muito a Deus que não seja – irá cumprir, ao que tudo indica, uma agenda predominantemente empresarial.

     O candidato do PR na disputa ao governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda (aquele mesmo que foi flagrado com filmagens recebendo propina), em um encontro que teve com trabalhadores e sindicalistas do metrô da capital, foi explícito ao afirmar que reconhece o trabalho e a eficiência dos funcionários, mas que, se ele for eleito – e pedimos muito a Deus que não seja -, não vai admitir greve, pois se ela ocorrer, no dia seguinte irá abrir o processo de privatização da instituição.

     Todos os fatos descritos aqui foram publicados na imprensa e contam com inúmeras gravações que estão sendo amplamente compartilhadas nas redes sociais: http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,aecio-e-campos-vao-ao-palanque-sindical-imp-,1160967 e https://www.youtube.com/watch?v=hhnpB8azZCs.

     Como podemos constatar, eles perderam não apenas o pudor, mas também o respeito pela classe trabalhadora e, consequentemente, pelo movimento sindical. Os políticos e simpatizantes da vertente conservadora seguem não aceitando os avanços que foram conquistados nos últimos anos, principalmente nas questões sociais e econômicas em nosso país.

     Enquanto que na maioria dos países lá fora foram fechados mais de 60 milhões de postos de trabalho, aqui no Brasil, é importante que se frise,  mais de 20 milhões de trabalhadores foram empregados, somente na última década, em novos postos de trabalho com carteira assinada. No mesmo intervalo histórico, milhões de brasileiros saíram da linha de pobreza e diversas universidades federais foram construídas.

     Programas importantes como o “ProUni”, o “Fies”, o “Minha Casa, Minha Vida”, o “Luz Para Todos”, o “Pronatec” e tantos outros amenizaram nossas mazelas sociais e deram uma nova perspectiva de futuro para milhões de brasileiros. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou o maior numero de investimentos jamais vistos na história do nosso País. No entanto, isso incomoda e mexe, diretamente, com os interesses dos grandes capitalistas.

    Defendemos, pelos motivos acima relacionados, a continuidade da presidenta Dilma Rousseff (PT) na Presidência da República. Consideramos que não podemos correr o risco de um retrocesso. Precisamos defender essas conquistas, sobretudo nós sindicalistas e legítimos representantes da classe trabalhadora.

     Façamos um repúdio ao pensamento conservador e convidamos os companheiros e companheiras e os amigos leitores a fazer uma viagem ao passado. Em ano eleitoral, nada mais salutar que uma comparação do que era o Brasil governado por Fernando Henrique Cardoso e o que mudou depois que Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder. Certamente, e sem muito esforço intelectual, veremos a grande diferença entre esses governos na área social e nos avanços obtidos pela classe trabalhadora. Isso não é mera especulação, é uma afirmação fundamentada em fatos que estão disponíveis a todos aqueles que tiverem a cautela de pesquisar o passado e o legado das forças políticas que seguem em disputa durante esse período eleitoral.

Cosme Nogueira

Presidente da FESERP-MG

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