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A reforma política

      Segundo Arnaldo Jabor o problema do Brasil não é ideologia, mas sim atitude.  Somos obrigados a concordar com o seu raciocínio, quando o assunto é reforma política, um processo que o nosso país tanto precisa, já que não podemos mais conviver com esta fragmentação político-partidária que nada traz de bom para o nosso povo e somente contribui para a falta de credibilidade da classe política perante a sociedade brasileira. Nos países desenvolvidos vale a lógica da representatividade, ou seja, existem vários partidos, mas é necessário um percentual mínimo de voto para alcançar uma representação. Caso contrário o partido vai continuar existindo, mas terá que cumprir uma espécie de punição, que em linhas gerais é estar ausente da eleição seguinte. Essas regras valem na grande maioria dos países mais avançados e acrescenta-se que nesses países não há fundo partidário. No Brasil o fundo partidário existe, alem do tempo de TV, que nas negociações e articulações das composições de candidaturas são barganhados a preço de ouro – e sabemos quem paga a conta…

     Dessa forma, com o atual modelo, como um representante de um segmento da sociedade civil organizada, um cidadão comum, um sindicalista, um militante dos movimentos sociais, pode alcançar uma cadeira nas câmaras municipais, nas assembléias legislativas, no Congresso Nacional? Uma eleição para vereador de uma cidade pólo regional não custa menos que R$ 500 mil, os custos de uma cadeira de deputado variam de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões, com o agravante da questão principal: quem banca? Os abusos estão ai. É possível identificar parlamentar que gasta mais na sua campanha eleitoral do que vai receber de salários ao longo do mandato. E quando recebe apoio financeiro de terceiros é lógico que “vai rezar na cartilha” de quem bancou. Isso é óbvio: em Brasília temos muitos parlamentares que representam empresários, grandes cartéis, contraventores, grandes latifundiários e outras categorias e poucos que representam os trabalhadores da ativa, aposentados, as donas de casa, os estudantes, os pequenos comerciantes, os pequenos agricultores, os microempresários, os servidores.

          Por isso, é necessário abraçar a idéia do voto distrital, que será um grande passo na ampliação da representatividade regional, acabando com a festa dos candidatos que “garimpam” votos sem comprometimento com as causas das comunidades que eles não estão inseridos. E ao mesmo tempo repudiar o sistema de lista nas eleições por ser uma espécie de perpetuação das oligarquias que sempre comandaram o nosso país.

          A sociedade brasileira cobra do governo uma reforma política de verdade, feita com atitude, respeito ao contribuinte e patriotismo – palavra esquecida nos dias atuais. Não de emendas ou penduricalhos que nada resolvem e não equacionam os problemas que emergem da fragmentação exposta. O povo já deu o seu recado, foi para as ruas cobrando postura, ética e cidadania. A reforma política ampla vai mostrar para o mundo que o Brasil pensa no futuro, pensa na sua gente. Basta agir com atitude, essa tal atitude que o povo brasileiro tanto aguarda.

Cosme Nogueira

Presidente da FESERP-MG

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