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Você fez a diferença: Antônio Lourenço Horta Gonçalves (in memoriam)

Para concluir a semana que precede a Plenária organizada pela entidade, vamos conhecer o caminho trilhado por Antônio Lourenço Horta Gonçalves

Antônio estudou nos antigos colégios Bicalho e São José, ambos em Juiz de Fora/MG, sua cidade natal. Bem cedo saiu da cidade mineira e foi para o Rio de Janeiro trabalhar no Banco Lar Brasileiro. Quando esteve na capital fluminense, já militava no movimento trabalhista. Em Matias, junto com companheiros como Sylvio Lopes, Antônio B. Martins, Washington Jorge de Oliveira, Jacy Rocha Pitta, trouxe para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) forças jovens, como Mário Alves, Atayde Marciano, Sebastião Leopoldino, Sebastião Elias, Darcy dos Santos, Ana Emília Valente (Dona Dunga) e outros.

Depois de alguns anos pediu demissão e foi para uma grande construtora na época: Construtora CapeCape (ou Cape Cape), de origem italiana. Ao sair dessa construtora, em Juiz de Fora, monta com o seu irmão, o engenheiro Luiz Lourenço Horta Gonçalves, e o matiense Glauco Furtado de Mendonça, sua empresa de bate-estaca. Enquanto procurava um lar em Juiz de Fora, ficou hospedado com a família na casa de seu sogro em Matias Barbosa.

Em Matias consolidou sua carreira em favor da luta dos trabalhadores na política. Foi eleito para vereador em 1955. Mais tarde, em 1965, foi eleito presidente da Câmara Municipal. Um ano depois, em 1966, foi candidato a prefeito, não sendo eleito por uma diferença de 54 votos.

Em 1966, devido ao bipartidarismo imposto pelo regime militar, com os companheiros Sylvio Lopes, Amarílio de Castro, Dalmo Pereira de Carvalho, Washington Jorge de Oliveira e a turma jovem do ex-PTB, fundou o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Na época, foi detido e passou a responder Inquérito Policial Militar (IPM), sob a alegação de ter feito um discurso de boas vindas à Miguel Arraes.

Diante dos fatos, fica explícito como a combatividade em prol de uma sociedade melhor fez parte dos seus princípios na vida pública.

Partindo para o âmbito familiar, o filho do Sr. Antônio Lourenço Gonçalves e Srª Cilínia Teperini Horta Gonçalves, casou-se com Enoy Fabiano Gonçalves, no dia 3 de fevereiro de 1945. Ambos tiveram três filhos: César Roberto Fabiano Gonçalves, profissional do Direito, casado com Maria da Graça Perotta Gonçalves (falecida); Eliane Gonçalves Manhães, cirurgiã dentista, casada com Renato Manhães Silva (falecido); e Luiz Carlos Fabiano Gonçalves, bancário e advogado, casado com Valéria Vilanova Gonçalves. Sua família ainda proporcionou cinco netos: Maysa Perotta Horta Martins (filha de César e Graça); Monique Gonçalves Manhães e Felipe Gonçalves Manhães (filhos de Eliane e Renato); Vinícius Villanova Gonçalves e Larissa Villanova Gonçalves Souza (filhos de Luiz Carlos e Valéria).

Em 10 de novembro de 1976, com 52 anos de idade, Antônio Lourenço Horta Gonçalves veio a óbito. Momento que estava em campanha, como candidato a vice-prefeito Matias Barbosa pelo PMDB.

Uma vida exemplar que deixou seu legado por onde passou.

 

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