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CSB encerra III Congresso com unidade na defesa do sindicalismo, trabalhadores e pelo impeachment de Bolsonaro

Foto: Reprodução/CSB

Chapa ‘Trabalhadores Unidos por um Projeto Nacional de Desenvolvimento’ é eleita e Antonio Neto reconduzido à presidência da central

Após três dias de congresso, realizados entre os dias 16 e 18 de setembro, a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) chega ao fim do seu III Congresso Com uma unidade dos mais de mil sindicatos membros em torno dos inúmeros desafios e retrocessos que acometem a classe trabalhadora brasileira, bem como toda a teia que dá sustentação à nossa nação. Entre eles, se destacou o desmonte da legislação trabalhista e a destruição de nossa base industrial e educacional. Porém, a central vê como missão primária para  se pensar em “voltar à normalidade”  a vitória sobre aqueles que ocupam o poder executivo no Palácio do Planalto.

“Qualquer sonho de um Brasil próspero, justo e digno para com todos seus cidadãos passa essencialmente pela destituição do presidente da República através da abertura de um dos mais de 130 pedidos de impeachment parados na gaveta do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e de sua aprovação pelo Congresso Nacional.” afirmou o presidente da CSB, Antonio Neto.

Diante de um dos momentos mais desafiadores para as últimas gerações de brasileiros, a CSB optou por realizar, de forma inédita no meio sindical, seu congresso de forma 100% virtual. Uma experiência que acabou por aproximar do diálogo, de forma surpreendente, sindicalistas de todo o país e que representam os mais diversos setores da classe trabalhadora brasileira.

Foram três dias de debates intensos, apresentação e aprovação de moções e a recondução do presidente da CSB, Antonio Neto, para mais um mandato de 5 anos. Neto encabeçou a chapa ‘Trabalhadores Unidos por um Projeto Nacional de Desenvolvimento’ e assumo junto da nova executiva nacional da central.

1º dia com participação de políticos e entidades da sociedade civil, congresso pede união em defesa da democracia

Políticos, lideranças partidárias e ativistas de movimentos sociais defenderam a união em defesa da democracia e o respeito ao diálogo durante a abertura do 3º Congresso da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), na 5ª feira (16.set.2021).

Foram intercaladas falas de nomes da esquerda, como Guilherme Boulos (Psol) e Flávio Dino (PSB), e representantes do campo liberal, como o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP).

Com o tema “Sindicatos fortes, Brasil mais justo”, o evento virtual contou com a mediação do presidente da central, Antonio Neto (PDT). As manifestações dos convidados, em vídeo, foram gravadas previamente e transmitidas durante o encontro. Críticas ao presidente Jair Bolsonaro e seu governo foram quase unânimes nas falas.

“Quem nos conhece sabe qual é a nossa linha no movimento sindical: fortalecer o diálogo e a racionalidade mesmo na disputa entre as partes para demonstrar o verdadeiro valor do trabalho. Para nós é imprescindível mostrar que é possível e necessário o diálogo para além das ideologias, por mais contraditórios que sejam os interesses nas negociações. É praticando e incentivando o diálogo que realizamos democracia.” afirmou o presidente da CSB, Antonio Neto.

Presidentes de outras centrais sindicais, como Sérgio Nobre, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), também participaram.

O 1º a falar foi Ciro Gomes (PDT), aliado e companheiro de partido de Neto. O pré-candidato à Presidência da República disse que o país passa pelo “mais grave e profundo buraco na história republicana brasileira”. Sem citar nomes, afirmou que a polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “superficial e despolitizada”.

Ciro defendeu seu projeto nacional de desenvolvimento, proposta apresentada em suas campanhas anteriores ao Palácio do Planalto. Afirmou que é preciso estudar um novo modelo econômico e um novo modelo de governança política. “E para isso precisamos da militância de uma classe trabalhadora informada e militante”.

Outros nomes que já foram cogitados para disputa eleitoral à presidência também defenderam um projeto para o país que retome a criação de empregos e combata a pobreza.

O líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e nome do Psol nas eleições presidenciais de 2018, Guilherme Boulos, ressaltou que as conquistas sociais e de direitos dos trabalhadores estão sob forte ameaça pelo “golpismo de Bolsonaro”. Também atacou as reformas da Previdência, Trabalhista, e as privatizações de empresas estratégicas para o Estado.

“Mais do que nunca a gente precisa estar junto, construir uma unidade da classe trabalhadora, dos setores progressistas, dos setores democráticos, para resistir a essa ofensiva do atraso”, declarou.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), afirmou que é preciso fortalecer a organização dos trabalhadores. “O sindicalismo foi muito atacado nos últimos anos, porque aqueles que vivem da concentração de renda e de riqueza na mão de poucos não querem uma classe trabalhadora consciente, mobilizada e apta a se defender de tantos ataques e, ao mesmo tempo, propor caminhos novos para o Brasil”.

Defendeu a adoção de um regime legal justo, que preserve a dignidade e o poder de compra dos trabalhadores para movimentar a economia. “O projeto de desenvolvimento será necessariamente redistributivo, mediante uma reforma tributária, mas não só. Mediante também o respeito aos direitos trabalhistas, previdenciários, sindicais, aos direitos sociais”.

2º dia propõe debates em torno dos ataques sofridos pelos trabalhadores nos últimos anos

O segundo dia de Congresso, seguiu a linha dos seminários preparatórios ao III Congresso, propondo debates em torno dos ataques sofridos pela classe trabalhadora nos últimos anos. Com apresentações de Nelson Marconi, Flávio Werneck, Roberto Baungartner e José Silvestre foram abordados alguns dos principais ataques e desmontes de leis trabalhistas realizados contra a classe trabalhadora nos últimos anos. Entre os temas debatidos estiveram as taxas de desemprego como projeto neoliberal, os avanços sobre o funcionalismo público com a PEC 32 e as tentativas de desmantelamento do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador).

Na sequência, o jornalista Vinicius Costa, realizou uma oficina sobre a ‘comunicação de sindicatos na era digital’, apresentando ferramentas e estratégias para que os mais de mil sindicatos representados pela CSB possam avançar para um contato mais próximo e moderno junto de seus representados.

Finalizando o segundo dia, o Brasil foi colocado em debate. Com mediação de Antonio Neto, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), esteve ao lado do presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, discutindo os caminhos para uma agenda nacional que priorize a classe trabalhadora, a atuação firme dos sindicatos e crie as condições para a retomada do rumo no nosso país, com sindicatos fortes, trabalhadores valorizados e uma economia pujante.

“Temos discutido junto com todas as Centrais Sindicais, a necessidade de um debate sobre mecanismos de financiamento. Criamos um modelo absolutamente desequilibrado à medida que tiramos a capacidade de financiamento dos sindicatos de trabalhadores e mantivemos os sindicatos patronais, acima de tudo com recursos do Sistema S…E eu gosto muito da ideia que algumas turmas do TST já tem consolidado convenções nesse sentido, que se estabeleça que os benefícios não salariais decorrentes da convenção coletiva só serão usufruídos pelos trabalhadores sindicalizados ou que pagarem uma contribuição sindical. Porque o trabalhador tem todo o direito de não querer sindicato, mas ele não pode esculhambar o sindicato e depois receber os benefícios conquistados.” afirmou o parlamentar Marcelo Ramos, que é autor da PEC da Reforma Sindical na Câmara.

Já o ex-ministro Ciro Gomes centrou sua fala em um sentido de esperança na retomada de interesse, pela população, sobre a política como único caminho para reverter a carestia que vem assolando o povo.

“‘Talvez essa amargura generalizada esteja dando ao povo brasileiro uma atitude de voltar a valorizar a política…quando você desce para a realidade do povo, as contas que ele paga diariamente….a renda está em depressão e o custo de vida subindo faz com que o povo volte a pensar na política, infelizmente, ainda não inventaram um algoritmo que resolva esses problemas sozinhos. O preço da soja não subiu por coisa fatalista, é governo.” afirmou o presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes.

3º dia de aprovação de moções e posses da nova presidência e executiva nacional

No último dia do evento, realizado neste sábado (18), os participantes realizaram uma avaliação de todas as atividades desenvolvidas ao longo do congresso, além da aprovação de diversas moções apresentadas pelos sindicatos e a posse da chapa ‘Trabalhadores Unidos por um Projeto Nacional de Desenvolvimento’ que era encabeçada pelo presidente reeleito da central, Antonio Neto.

Junto da eleição de Antonio Neto, foram aprovadas a mudança estatutária proposta pelo congresso, a prestação de contas e formada a nova direção nacional da CSB. veja abaixo os números da votação:

– Você apoia a Chapa “Trabalhadores Unidos Por um Projeto Nacional de Desenvolvimento”, presidida por Antonio Fernandes dos Santos Neto?

Aprovada por 99,3% dos votantes

– Você aprova as propostas de alteração estatutárias apresentadas e debatidas no III Congresso Nacional da CSB?

Aprovada por 96,9% dos votantes

– Você aprova a prestação de Contas da Gestão de 26 de fevereiro de 2016 a 31 de julho de 2021?

Aprovada por 95,8% dos votantes

 

Fonte: CSB

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