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Convocação de Antônio Neto para a luta contra a Reforma Trabalhista – e nota oficial da CSB

O presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), Antonio Neto, divulgou na manhã desta quarta-feira (12 de julho) um vídeo para mobilizar as bases da Central e os trabalhadores a manterem-se firmes na luta contra a reforma trabalhista aprovada pelo Senado na terça-feira (11 de julho). Por 50 votos a favor e 26 contra, o PLC 38/2017 foi aprovado pelos senadores e encaminhado à sanção presidencial, promovendo o fim dos direitos trabalhistas consolidados pela CLT.

Para o presidente da CSB, os trabalhadores “perderam a batalha, mas não perderam a guerra”. Esta declaração vai ao encontro de toda a mobilização organizada pela Central dentro do Senado durante a votação da reforma. Agora, Neto convoca a sociedade a permanecer mobilizada. “É hora de organização, de união para se apresentar para a luta. Não vamos permitir que a classe operária seja escrava dessa elite que quer destruir o Brasil. Vamos juntos, todos os sindicatos, todas as centrais, derrotar mais essa coisa ruim que colocaram para nós”, diz Neto no vídeo.

Assista o vídeo no facebook da Federação (www.facebook.com/feserpmg) ou no site da CSB (csb.org.br)

e veja também a Nota oficial da CSB:

AMPLIAR A ORGANIZAÇÃO PARA ENFRENTAR OS CRIMINOSOS QUE RASGARAM OS DIREITOS TRABALHISTAS

A decisão do Senado Federal de chancelar a criminosa reforma trabalhista aprovada na Câmara dos Deputados, sob coordenação do governo federal, aumenta a responsabilidade do movimento sindical e dos trabalhadores de ampliar a mobilização para reverter o quadro danoso que ocorrerá com a aplicação das mudanças.

A luta contra a elite retrógrada, que pretende aumentar os seus lucros através da exploração e do empobrecimento dos trabalhadores não chegou ao fim, apenas está começando. Nossas principais tarefas, no curto e médio prazo, estão na realização de atos e manifestações, na conscientização ainda maior de nossas bases sobre seus efeitos deletérios e na articulação dos setores progressistas do Parlamento para derrubar pontos deste retrocesso.

Na prática, o desmonte da CLT acaba com direitos históricos consolidados e garantidos pela nossa Carta Magna ao excluir das mãos de muitos trabalhadores o direito de ter a carteira assinada, de receber o 13º salário e fundo de garantia, além de eliminar o caráter coletivo da negociação dos direitos, enfraquecendo a representação da classe trabalhadora, que ficará refém dos interesses dos maus empresários ao estabelecer uma relação individual entre patrão e empregado.

Além de todos estes crimes, após a aprovação da reforma, ficou exposta a manobra engendrada pelo governo e por setores do Congresso para impedir que a proposta fosse alterada pelo Senado e, consequentemente, retornasse à Câmara. Tal artimanha propunha o veto a trechos críticos do projeto e a edição de uma Medida Provisória para tratar destes pontos. Entretanto, esse compromisso se mostra falso com as recentes declarações dos presidentes das duas Casas Legislativas, que se mostraram contrários a debater e votar a MP.

Diante desta afronta aos direitos do povo, a CSB segue alerta e conclama a todos os brasileiros a se manterem firmes contra a reforma. A aprovação do projeto em nada deve esmorecer a luta para que os direitos trabalhistas permaneçam preservados. Juntos, reagiremos a toda e qualquer investida de quem quer que seja contra as conquistas.

Certamente, o povo brasileiro dará uma resposta justa a quem participou deste crime. Para muitos, o caminho mais próximo para o cumprimento da pena está na perda do foro privilegiado.

Vamos à luta.

Central dos Sindicatos Brasileiros

 

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