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Notícias

Memória Viva da FESERP-MG, a Série – Os depoimentos de pessoas que ajudaram a fundar a Federação

Capítulo I – “Fizemos a coisa certa”, por Luiz Carlos Batista (São Lourenço)

     Anfitrião do histórico Encontro de São Lourenço, que definiu pela criação da FESERP–MG, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Lourenço, Luiz Carlos Batista, sempre teve a percepção do que estava para acontecer no município do Sul de Minas. “A nossa cidade ficou na história porque foi aqui, em agosto de 2009, que tudo começou. Em uma semana tivemos que arrumar tudo (convites, inclusive) para o Encontro que definiu a fundação. A expectativa otimista era pela presença de umas 30 pessoas, apareceu mais de 100 sindicatos e também o prefeito de São Lourenço, José Sacido Barcia Neto, e vereadores da região, num expressivo apoio sindical e político. Foi muito emocionante. Trabalhamos, discutimos, decidimos e fizemos a coisa certa”, relembrou.

     A reunião, também chamada de “Encontro de Sindicatos ligados ao Serviço Público Municipal de Minas Gerais”, foi realizada nos dias 14 e 15 de agosto, e tinha – sob o lema pró-federação – como tema principal a “constituição de uma nova federação democrática de sindicatos de servidores”.

      São Lourenço também foi pioneira em outro aspecto: foi o primeiro sindicato a colocar na fachada de sua sede (à Rua 15 de Novembro, 199, centro do município) a inscrição filiado à FESERP-MG. “Com muito orgulho”, afirma Luiz Carlos Batista.

Capítulo II – “Marco inicial foi em 2008”, por Márcio Pimentel (Leopoldina)

       Para o ex-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Leopoldina (Sinserpu) Márcio Henrique Alvarenga Pimentel o marco inicial da criação da FESERP-MG foi o movimento chamado de pauta unificada, em 2008. “Fizemos uma campanha salarial unificada, com cerca de 30 sindicatos da Região e o lançamento estadual dessa estratégia, com um texto bastante contundente, foi em Leopoldina. Naquela ocasião percebemos o quanto tínhamos em comum e ficou claro que a outra federação não nos representava. Estávamos preocupados com melhores condições para o servidor público e eles interessados em outras coisas”, relembra Márcio Henrique. “Depois tudo veio normalmente, mas não sem tensão, como deve ser numa boa luta”, completa ele, citando a também famosa Assembleia de Juiz de Fora, em novembro de 2009.

Márcio Pimentel, no entanto, prefere olhar para a frente: “O mais importante é o fruto desse trabalho. É muito importante ver a consolidação da FESERP-MG nos moldes em que a idealizamos. A semente plantada era boa”.

Capítulo III – “A angústia ficou para trás”, por Airton Ribeiro (Varginha)

     “Houve um momento de muita dúvida, quando não conseguíamos de jeito algum o nosso registro (que só veio definitivamente em fevereiro de 2012). Foi mesmo um tempo de incertezas, frustração e angústia, mas deu certo, tudo isso ficou para trás e hoje com a FESERP-MG eu vou até a Lua”. O relato dessa época difícil é do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Varginha (Sindserva) Airton Ribeiro. “Tive um contato inicial com o Cosme (Nogueira) e ele me convidou para o Encontro de São Lourenço. Fui e me senti em casa, os discursos eram bons, as ideias eram boas e decidi: é aqui mesmo que vamos embarcar”, continua ele. “A proposta que mais me chamou atenção foi essa força na representatividade, na descentralização. Sabemos que somos parte importante da Federação”, completa Airton Ribeiro.

Capítulo IV – “A Burocracia não parou a nossa Federação”, por Amarildo Romanazzi (Juiz de Fora)

          A efetiva legalização da FESERP-MG demorou longos e extenuantes 27 meses (a Federação surgiu em 10 de novembro de 2009 e teve o termo de criação publicado pelo Diário Oficial da União em 13 de fevereiro de 2012), mas, ao contrário do que possa parecer, a princípio, isso em nada atrapalhou o processo de consolidação da entidade. Pelo contrário. “Em nenhum momento a burocracia parou a nossa Federação. O trabalho continuou sendo feito normalmente, as prestações de contas sendo apresentadas periodicamente, tudo caminhando sem nenhum atropelo de qualquer natureza. Prova disso é o número, hoje, dos sindicatos filiados, mais de 40. Se esperássemos a questão burocrática não teríamos todos esses parceiros”. Atesta Amarildo Romanazzi, um dos fundadores da FESERP-MG e atual presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu/JF). “Não houve nenhum vácuo e essa característica jurídica, que poderia desanimar outras pessoas, foi ignorada, graças ao trabalho duro de pessoas como o Cosme Nogueira, que muitas vezes deixou sua família, sua cidade e sem esmorecer foi visitando sindicatos de Minas e pregando nossas idéias, sempre em prol do funcionalismo público”, completa o sindicalista.

       Amarildo Romanazzi faz questão de destacar também o acerto em desvincular da outra federação: “Foi ficando muito claro a falta de seriedade e comprometimento deles. A gente só servia para fazer número”, diz. Hoje, com essa nova realidade o clima é de muito otimismo. “Com essa descentralização proposta, a regionalização em curso, essa turma nova que chega a cada dia a tendência é deslanchar. A FESERP-MG em pouco tempo será muito maior do que já é”, prevê o presidente do Sinserpu-JF.

Capítulo V – “A nossa Federação foi feita com homens de palavra”, por Gilson Barbosa Carminate (Leopoldina)

       Para Gilson Barbosa Carminate, um dos fundadores da FESERP-MG e atual presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Leopoldina, uma das características principais do início de tudo foi a seriedade no trato das coisas. “A nossa Federação foi feita com homens de palavra. A gente podia endossar tranquilamente o que o outro dizia. Tínhamos um contato quase familiar e éramos um grupo de pessoas que se respeitavam entre si”, diz ele. “Tudo isso hoje se traduz no que a FESERP-MG é: uma entidade que deu frutos porque nasceu forte”, completa.

     Hoje, com a FESERP-MG em franca expansão, Gilson Carminate defende sindicatos fortes, para que tenha um embate produtivo contra as prefeituras, e um fã declarado do processo de regionalização em curso. “A nossa regional, a da Zona da Mata, será de grande valia para todos os sindicatos vizinhos a Leopoldina”, prevê o sindicalista

Capítulo VI – “Nada foi da noite para o dia”, por Luís Carlos Barbosa (São João Nepomuceno)

        Ex-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São João Nepomuceno, Luís Carlos Barbosa dos Santos ainda hoje mantém uma profunda admiração pela FESERP-MG, que ele ajudou a fundar e a qual se refere como “uma grande referência”, acrescentando: “não só para mim, mas também para o pessoal da região da Zona da Mata”. E o processo de fundação da entidade não sai da sua cabeça. “Nada foi da noite para o dia. A nossa Federação surgiu muito antes do registro, pois os nossos dirigentes tinham essa vocação latente para liderar algo novo, tinham em mente esse apoio aos sindicatos, queriam e faziam essa luta por melhores condições para todos os servidores”, relembra ele.

      Luís Carlos Barbosa dos Santos também diz ter uma “dívida eterna” com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora/Sinserpu-JF. “Eles eram a nossa escola e nosso amparo. Todas as dúvidas que tínhamos – e como iniciantes no sindicalismo tínhamos muitas – recorríamos ao Sinserpu/JF e eles nos ajudavam. Se precisasse, eles iam a São João Nepomuceno”, atesta o ex-presidente. Na sua visão, essa disposição dos juiz-foranos tem muito a ver com o sucesso da FESERP-MG, pois, segundo ele, a Federação, de certa forma, herdou e disseminou por Minas Gerais esse estado de espírito.

Capítulo VII – “Fé, justiça e amor trazem resultados positivos”, por Adrienne Alvarenga (Ijaci)

     “Toda vez e em todo o lugar que se trabalha com fé, justiça e amor os resultados sempre são positivos”. A avaliação, a respeito do sucesso da FESERP-MG, é da presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Ijaci (SINDSMI), Adrienne Alvarenga. Presente desde os primeiros momentos, ela conta o processo histórico da fundação da Federação: “o nosso Sindicato abriu suas portas em 2006, quando os servidores se uniram contra a opressão do Poder Público. Desta forma, comecei a perceber o quanto estávamos renegados, sem apoio, mas com muitas promessas e pouca ou nenhuma ação concreta. Assim começamos a nos articular. E, depois das publicações de meus companheiros de luta, houve um período de angústia, de julho de 2008 até o primeiro semestre de 2012. Por algumas vezes nossos colegas estiveram desacreditados, mas em momento algum os deixei desanimarem, sempre dizia que tinha a certeza da conquista do nosso registro”. Hoje, Adriene Alvarenga considera que a FESERP-MG é como se fosse uma grande família, integrada por companheiros bastante unidos. “E juntos seremos cada vez mais fortes e a nossa união e solidariedade transformarão todos os nossos sonhos em realidade, e alguns dos resultados já estão aí”, conclui ela.

 Capítulo VIII – “Foi um ato de coragem”, por Antônio Carlos de Sant’Ana (Juiz de Fora)

       Para o diretor-financeiro do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu/JF) Antônio Carlos de Sant’Ana a criação da FESERP-MG foi “um ato de coragem, feito no peito e sem recursos”. Segundo ele, aquele grupo que se reuniu em São Lourenço, denominado de Pro-Federação, sabia exatamente o que queria e o que iria enfrentar. “Montamos o nosso grupo para incrementar o nosso projeto e sabíamos que havia uma outra turma que queria atrapalhar, perpetuar os desmandos. E, de certa forma, não foi surpresa o aparecimento deles por aqui, para tentar tumultuar o processo, Porém, tínhamos e temos disposição para a briga e principalmente para o trabalho e imediatamente conseguimos novos aliados”, relembra ele. “Era o que tínhamos a fazer. Estava tudo absolutamente legal e ninguém conseguiria nos impedir, prova disso é a consolidação rápida desse trabalho em pouco tempo”, completa. Hoje, Antônio Carlos de Sant’Ana guarda os bons momentos, como os encontros periódicos (a Plenária Estadual, realizada em Guaxupé, e o Congresso, em Juiz de Fora, como exemplos) e vislumbra um futuro ainda melhor. “As dificuldades ficaram para trás, temos uma boa proposta de trabalho, estamos conseguindo cumpri-la e, mesmo sem citar metas, temos certeza que vamos nos fortalecer mais ainda, principalmente nas cidades menores que, sem recursos, precisam muito da Federação”, diz.

 Capítulo IX – “Estamos, agora, num porto seguro”, por Naára Augusta Rezende Bernardelli (Uberlândia)

       “Abandonamos um outro barco e estamos, agora, num porto seguro”. Dessa forma, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Uberlândia (Sintrasp) Naára Augusta Rezende Bernardelli definiu o momento decisivo vivido pela sua cidade e sua entidade, nos primórdios da FESERP-MG. “O outro lado não era bom não, era uma ditadura; o lado de cá é como uma família, bonita e unida, com pensamentos comuns e algumas divergências – o que é comum e bom. Enfrentamos problemas, foi muito conturbado, mas me sinto honrada de ter participado, ajudado a criar a nossa Federação e estar hoje contribuindo e vendo a nossa entidade crescer”, completa ela. Naára Bernadelli mantém, desde então, uma visão regional do processo. “A FESERP-MG está presente em todas as regiões de Minas e isso é muito bom, mas acredito que algumas demandas dos servidores não são, por assim dizer, estaduais. E cada região, cada município tem as suas particularidades. E nesse momento é bom saber que a FESERP-MG comunga dessa nossa visão e nos dá esse amparo”, argumentou a presidente.

Capítulo X – “Um grito de liberdade”, por Carlos Alberto “Betinho” Lucas (Carandaí)

    Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Carandaí (SINDISCARANDAÍ) Carlos Alberto “Betinho” Lucas a criação da FESERP-MG foi “um grito de liberdade” dado em boa hora. “Era necessário – na verdade já passava da hora – dar um grito de liberdade, constituir uma nova federação onde o respeito, o espírito democrático e coletivo e o respeito aos direitos dos servidores fossem realmente levados em conta. E isso foi muito importante, principalmente para os sindicatos de cidades menores. Não tínhamos nenhum tipo de apoio e fazer parte de um grupo, ajudar a construir um novo caminho, era motivo de muita satisfação”, ressaltou. “O inicio não foi fácil, foi um longo período à espera do registro do Ministério do Trabalho e ele veio – e junto a isso os resultados começaram a aparecer. Hoje estou muito confiante, com os velhos companheiros e também com os novos, que estão chegando e formando em toda Minas Gerais uma corrente em prol do servidor público municipal”, completou.

 Capítulo XI – “Não pensei duas vezes”, por Clóvis Quintão Júnior (Rio Pomba)

     Quando recebeu o convite para integrar as fileiras da então novata FESERP-MG o assessor jurídico do Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Pomba (SINSEMRIP) Clóvis Quintão Júnior não pensou duas vezes. “Carecíamos de representatividade e necessitávamos de uma integração maior com a Região”, diz ele, hoje, citando as duas primeiras premissas que o levaram à nova Federação. “Além disso, eu conhecia o Cosme (Nogueira, presidente da FESERP-MG) e sabia da sua força de trabalho, seriedade e poder de aglutinação”, completa. Para Clovis Quintão, a Federação Estadual, nos moldes em que ela foi idealizada e está sendo tocada, será de muita valia para os sindicatos de cidades pequenas. “Daí o nosso apoio, a nossa vontade, o nosso empenho na continuidade do trabalho. Vamos estreitar cada vez mais os laços e seguindo conquistando vitórias”.

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